15/01/2018

Dores nas costas: Espondilosiste

É uma deformidade em que uma vértebra desliza sobre outra e provoca um desalinhamento da coluna. Este deslizamento ocorre de forma muito lenta, e muitas vezes estão estacionadas. (ZONER, 2006).

Segundo Koury 2000, atletas jovens com diagnóstico de espondilolistese tem maior risco de desenvolver entre 9 e 14 anos de idade sendo mais encontrada no sexo feminino do que no masculino, em outro estudo feito por Knoplich 2002 a sintomatologia foi antes dos 20 anos de idade em 23% dos 415 pacientes analisados.

Classificação (Escala de Meyerding)

Grau 1: ocorre deslizamento em 25%
Grau 2: deslizamento de 50%
Grau 3: 75%
Grau 4: deslizamento completo sendo nomeado de espondiloptose, deslocamento completo de L5 a frente de S1 ( Cailliet, 2001)

Desequilíbrios musculares no tronco como encurtamentos dos eretores espinhais e do músculo iliopsoas, e a fraqueza da musculatura abdominal e do quadrado lombar, são considerados fatores primordiais para o escorregamento anterior da vértebra, (AVANZI, 2005).

A instabilidade da coluna lombar é a resposta anormal a uma força externa, devido a um aumento da mobilidade do segmento motor, além dos limites da amplitude normal, isto ocorre devido a uma falha dos elementos elásticos ou dinâmicos ou alterações no sistema neuromuscular. Durante a extensão da coluna a estabilização virá do ligamento longitudinal anterior, do anel fibroso anterior e das articulações facetarias. Pode ocorrer hipertrofia do ligamento amarelo devido ao excesso de hiperextensão gerando uma estenose no canal vertebral, (MORAES, 2003).

O Tratamento para os graus 1 e 2 seriam antiiflamatório e repouso, posteriormente; fisioterapia (fortalecimento muscular dos abdominais, alongamentos e exercícios específicos para estabilização dinâmica da coluna lombar), Pilates e academia com treinos específicos de reforço do core.

O tratamento cirúrgico está indicado quando há falha no tratamento clínico conservador, instabilidade radiológica com presença de sintomas neurológicos, piora progressiva da listese, listese maior de 50% ou lombalgias incapacitantes. Existem várias técnicas cirúrgicas, mas o objetivo é sempre o mesmo: descompressão das estruturas nervosas e estabilização da coluna.

Felipe Marder

Fisioterapeuta com formação em pilates

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